segunda-feira, 28 de março de 2011

ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS EMPRESARIAIS

    O empresário atual, voltado para seus públicos, procura estabelecer e manter clima de boa vontade entre as pessoas de seu interesse. Dentre os diversos meios que utiliza para isto, iremos abordar a organização de encontros sociais, formais ou não, visando à integração desses públicos com a empresa. Estas reuniões sociais, aqui denominadas de eventos, são acontecimentos que agrupam indivíduos, formal ou informalmente objetivando entre  outros fatos:




1 - comemorar datas importantes, tanto cívicas quanto de confraternização;
2 - integrar a empresa à comunidade;
3 - divulgar serviços ou produtos;
4 - fazer inaugurações de interesse público;
5 - lançar campanhas voltadas para a comunidade;
6 - recepcionar ou homenagear autoridades ou pessoas de destaque;
7 - prestigiar integrantes de seu público interno que tenham se destacado em alguma área;
8 - homenagear empregados que estejam se aposentando ou assumindo cargos relevantes;
9 - estabelecer clima de cordialidade e cooperação entre a empresa e os empregados, extensivo aos seus familiares;
10 - elevar a moral do publico interno;
11 - esclarecer ou corrigir informações erronias sobre as atividades e os objetivos da empresa.


    A importância desse encontros é reconhecida pelos executivos inteligentes, que os consideram não como gasto, mas como investimento importante para suas organizações e excelente instrumento de marketing, que envolve os indivíduos de modo positivo, aproximando-os entre si e com as empresas. Ao promover a participação dos públicos nas suas realizações, a organização cria de modo indireto, conceitos favoráveis e atrativos, atingindo o sentimento das pessoas, cativando-as e trazendo-as para o seu lado. 
Os fatos que pode gerar eventos são os mais diversos e cabe aos profissionais, em especial ao de Relações Públicas, utilizarem essas reuniões como instrumento para promover a instituição. 
Citaremos os mais comuns, o que significa que outros acontecimentos podem possibilitar a realização de eventos. 

Para público interno

1) dias de visita para as famílias dos empregados;
2) mostras e exposições de trabalhos artísticos feitos por empregados ou membros de suas famílias;
3) concursos;
4) competições esportivas;
5) lançamento de benefícios aos empregados ou à suas famílias, tais como bolsas de estudo ou cursos de aperfeiçoamento;
6) inauguração de clubes desportivos ou associações recreativa para empregados;
7) convenções internas;
8) datas especiais, tais como Dia das Mães, Dia dos Pais, Dias das Crianças, Natal, Ano Novo, Páscoa ou alguma outra data específica do calendário da empresa. 

Para público externo

1) visitação pública;
2) inauguração de interesse público;
3) comemoração de datas cívicas;
4) exposições (fixas e itinerantes);
5) concursos para o público externo;
6) organização e financiamentos de grupos artísticos e culturais;
7) adoção de praças e escolas;
8) patrocínio para clubes, hospitais e creches;
9) criação de movimentos ecológicos ou outros voltados para o bem da comunidade;
10) criação de cursos para alfabetização de adultos. 

    Ratificando o que já foi dito, estas indicações não esgotam possibilidades. Elas apenas buscam sugerir situações que podem ser exploradas em benefício de quem as promove, já que, quando bem planejados e executados, os eventos certamente propiciam bons dividendos. 


Fonte: Cerimonial para Executivos - Guia para execução e supervisão de eventos empresariais de Marina Martinez - Editora Sagra Luzzatto.

Secret@riando

Audrey Baldez


sexta-feira, 25 de março de 2011

Organização de eventos dentro da sua loja

     Por Helga Silva*


    Organizar eventos destina-se somente a grandes empresas? Ou será a organização de eventos no comércio uma estratégia fundamental para o seu sucesso, para criar lojas dinâmicas e para garantir que o consumidor continue a sentir-se atraído por este tipo de comércio? E como pode uma loja pode organizar eventos de sucesso?


    O mundo do marketing no comércio depara-se cada vez mais com desafios maiores, urgentes, resultantes das mudanças que se instalam a uma velocidade astronômica, que obriga todos os que se relacionam com esta área a adotar uma visão cada vez mais estratégica, mutante e pensada para o futuro. Pensar uma loja está longe de ser uma tarefa simples, pouco exigente e muito menos monótona. Ao contrário do que muitas vezes somos tentados a pensar, trabalhar o marketing de uma loja exige o mesmo olhar estratégico que trabalhar o marketing de uma grande empresa ou uma multinacional. Com a agravante em termos de exigência de ter que reduzir tudo à escala, pensar nas dimensões que aqui se impõem, com menos verba, menos meios, menos pessoas…onde a criatividade, a capacidade de ser multifacetado e a dinâmica de tomada de ações são fundamentais.

    A organização de eventos enquanto parte integrante da estratégia de marketing de qualquer grande empresa já é uma realidade. Muitas destas empresas perceberam que organizar eventos é tão importante como publicitar numa revista conceituada, ou ter os números e o budget** bem geridos. Assim como se investe em um gestor financeiro capacitado, em um expert em comunicação empresarial, também se investe já em especialistas em organização de eventos. Esta é portanto uma área que começa a estar nivelada com todas as outras, sendo os seus resultados visíveis e notórios, havendo já departamentos que trabalham unicamente nesta área durante todo o ano.


    No comércio, a organização de eventos é igualmente uma ferramenta que muitas lojas já começaram a aplicar, como forma de dinamizar o seu espaço, fidelizar clientes, atrair novos clientes e, claro, em última instância, aumentar as suas vendas. Mas como organizar eventos numa loja? Novamente aqui o jogo de cintura tem de ser maior, pois estamos a falar em orçamentos muitas vezes apertados, em que o lojista é o “polvo” do negócio que divide o seu tempo entre as várias funções que se exigem: é o gestor, o financeiro, o relações públicas, o profissional de Marketing… 



    A loja deverá começar por ter o seu plano anual de marketing, onde estabelece todas as ações que desenvolverá nas mais diversas área para que ganhe notoriedade, e acima de tudo, para que a sua marca seja reconhecida e procurada. Para facilitar a tomada de decisão na hora de escolher o tipo de evento que melhor se adapta à sua realidade, denominei-os e segmentei-os da seguinte forma: eventos sazonais, eventos promocionais, eventos íman e eventos espelho. 



    Os eventos sazonais são aqueles que celebram as datas socialmente estabelecidas como o natal, o carnaval, o dia da criança…são os eventos base, mas fundamentais que ajudam a loja a ser vista como parte integrante da sociedade onde se insere. Temos depois os eventos promocionais, dentro dos quais podemos considerar os promocionais da loja e os promocionais do produto. São os eventos que se destinam a promover ou a loja, como é o caso do lançamento do novo site, ou um determinado produto, organizando um pequeno convívio para lançamento de um novo creme facial. Atenção: todos os eventos são promocionais, pois todos eles se destinam sempre a promover a loja. No entanto, existem aqueles que se podem considerar exclusivamente promocionais. Quando a minha loja organiza um concurso aberto ao público em geral, estou não só a atingir os já clientes habituais, mas também a tentar angariar novos clientes através da oferta de uma oportunidade, estes são os eventos íman. 



   Como o nome indica, destinam-se a atrair todos, direcionados a um segmento particular e específico (direcionados) – só clientes mulheres, por exemplo – ou podem se direcionar a todos os clientes em geral (não direcionados), destinando-se prioritariamente aos não clientes, que têm por objetivo principal atraí-los e relacioná-los com a loja. Por fim temos os eventos espelho – são aqueles que se dedicam a apurar gostos e necessidades, realizar estudos de cliente ou mercado, pesquisar informação útil à loja. Imaginemos que um dos meus fornecedores me apresentou uma nova gama de produtos para eu comercializar na minha loja, mas que eu não tenho a certeza se o meu tipo de cliente irá interessar-se. 





    Decido então organizar um pequeno cocktail dentro da minha loja, expondo esta nova gama de produtos à consignação, e convido os meus principais clientes, aqueles que considero serem os pontos de referência em termos de reflexo de opinião. Este evento destina-se a apurar reações relativas aos novos produtos para me ajudar a decidir se os adquiro ou não. Este é um evento espelho. Neste tipo de evento é fundamental existir alguém, de preferência da própria loja, incumbido de observar atentamente e anotar as reações de forma a tirar conclusões certeiras no pós evento. Tal como em tudo o que se refere ao marketing, seja de que área for, o importante é garantir que o nosso evento oferece algo compensador, acrescenta valor à vida das pessoas, quer seja por lhes oferecer um momento de descontração e socialização, quer seja por fazê-las sentirem-se parte integrante da loja e importantes para a sua existência.



    Já são várias as lojas que apostam neste segmento – lojas de utensílios para lar que organizam festas dedicadas a noivas e noivos, lojas de produtos gourmet que organizam cursos de culinária, lojas de brinquedos que convidam as escolas no dia da criança para uma tarde divertida. Esta é uma área em ascensão e aquelas lojas que apostarem nela se destacarão das restantes, aumentando a sua competitividade e a sua atratividade. A cultura de organização de eventos deve ser encarada como fator fundamental para a personalidade de qualquer loja, ajudando a proporcionar momentos, emoções e sensações no consumidor, nunca esquecendo que a loja é, não o que vende, mas o que oferece aos seus clientes. Os consumidores não têm dúvidas: quanto mais a loja nos faz sentir especiais, maior é o nosso desejo em frequentá-la.



* Helga Silva é Pós-graduada em Protocolo, Assessoria de Imprensa / Comunicação. É Consultora Formadora do Projeto Mais Comércio – projeto de apoio ao comércio tradicional desenvolvido pela empresa RH mais em parceria com a ACIF (Associação Comercial e Industrial do Funchal).

**Traduzido para o português quer dizer orçamento, mas pe também uma expressão condizente com "um orçamento (de bougette francês antigo, bolsa) é uma lista de todas as despesas e receitas previstas. É um plano de poupança e de gastos. [1] Um orçamento é um conceito importante n amicroeconomia, que usa uma linha orçamental para ilustrar os trade-offs entre dois ou mais bens. Em outros termos, um orçamento é um plano organizacional expressos em termosmonetáriosEm resumo, o objetivo do orçamento é o seguinte: 1. Fornecer uma previsão de receitas e despesas ou seja, construir um modelo de como o nosso negócio pode realizar financeiramente falando, se determinadas estratégias, planos eeventos são realizados; 2. Permitir a operação financeira real da empresa a ser medidos em relação à previsão.