terça-feira, 19 de abril de 2011

Para que "Feira" estou levando minha empresa, produtos e serviços?

por Audrey Baldez

"Pelas suas características abrangentes, uma única feira pode facilmente receber milhares de visitantes. Assim, esse tipo de evento é extremamente interessante para os empreendimentos [...]" (Britto e Fontes, 2006).

     Essa é uma afirmação corretíssima, porém alguns questionamentos devem ser feitos antes de escolher e decidir se vamos participar de uma feira e de qual feira.

       Uma feira recebe sim milhares de visitantes, mas quem são estes visitantes?

       Muitas feiras, são chamadas de feiras, mas são realmente Feiras? Ou são Festas Regionais?
     
       Podem ser Feiras de Negócios sim, mas são feiras direcionadas para o meu/seu negócio?

    Feiras devem ser eventos que são direcionados para um determinado tipo de produto em que as empresas, indústria e varejo desses mesmo produtos desde a matéria prima se reúnem mostrando os seus serviços e produtos, matérias-primas que de alguma forma estão correlacionados e dessa forma os participantes da feira poderão fazer negócios, ver o que esta sendo oferecido no mercado relacionado a esses produtos desde a matéria-prima até uma ampla diversidade de produtos que podem ser produzidos com tal matéria, dessa forma, podendo estar em contato com uma vasta carta de opções em fornecedores, produtores, e tudo o mais que estiver correlacionado a um determinado nicho da indústria ou mercado.
      
        Existem feiras internacionais gigantesca que demonstram com perfeição o que são verdadeiras Feiras de Negócios. Um exemplo são as feiras internacionais que acontecem na Alemanha em Koelnmesse e em Messe Düsseldorf que aqui no Brasil são representadas pela MDK Feiras Internacionais, tais como a K Time que terá sua próxima edição em 2013 realizada em Messe Düsseldorf onde acontecem em torno de outras 40 feiras anuais no mesmo estilo, "destas, 23 são conhecidas em suas áreas como as mais importante do mundo, posicionando-se assim no ponto mais alto do podium da concorrência". A K Time é um exemplo de  feira internacional em que o foco são plásticos e borrachas do mundo inteiro, ou seja, tudo o que estiver correlacionado a plásticos e borrachas poderá ser visto lá e esse é o molde de feira para quem quer fazer negócios seja lá qual for o seu segmento ou setor.



    
      Conhecendo como funcionam essas grandes feiras, informando-se sobre elas fica mais fácil reconhecer quais são as características de uma verdadeira feira de negócios para o seu negócio em específico, em que valerá a pena investir tempo e dinheiro participando dela.
    
      Calçados, alimentos, confecções, agronomia, pecuaria? Qual é o seu negócio? Busque onde estão os seus fornecedores, onde esta o seu público. Esse público vai estar lá? Você vai ver lá o que quer ver? Vai ter algum retorno? Em alguns casos, dependendo de seu objetivo, se a resposta para uma dessas perguntas for positiva, já pode valer a pena ir para uma feira, mas analise bem, pois participar da feira certa é certeza de retorno para o seu negócio, seja retorno em vendas, em produção, em fornecimento, em compras, em contatos, tudo isso é possibilidade e oportunidade que a feira deve lhe proporcionar. Talvez uma determinada feira não esteja lhe oferecendo todas essas possibilidades, mas é importante dar atenção ao que uma feira pode lhe proporcionar e se for o que você precisa então pode valer a pena. conhecer as edições anteriores da feira, falar com quem já participou, são maneiras de saber o que pode acontecer lá.
  
      Algumas feiras, ou eventos popularmente chamados de feiras não tem como finalidade os negócios, porém querem agregar valor a esse eventos com a participação de empresas importantes.  Realmente, festas regionais em que participam grandes empresas ganham mais prestigio, mas prestigio para quem? Prestigio é o que sua empresa procura? Sim, prestigio é bom e é necessário, mas deve estar sendo prestigiada pelo seu público de interesse. portanto se a sua empresa esta com a disponibilidade financeira restrita e precisa aparecer e utilizar da estratégia de marketing que uma boa feira pode oferecer, então faça um estudo minucioso de feiras relacionadas ao seu ramo de negócio, escolha a que melhor pode lhe atender e INVISTA, vale a pena, porque evento é a melhor, mais dinâmica e versátil estratégia de marketing da atualidade. 

Audrey Baldez


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Feira
 "Iniciativa de uma ou várias empresas que se associam para divulgar e promover seus produtos, técnicas e serviços" (Britto e Fontes, 2006).

domingo, 17 de abril de 2011

Eventos: Estratégia de Marketing

por Alessandra Azambuja*




    Nos dias atuais, uma época em que regras e ações são avaliadas a cada dia, o evento se posiciona, diante do mercado, como uma grande ferramenta de marketing, com poder para modificar comportamentos e ditar moda, transitando por todas as áreas socioeconômicas. Diariamente estamos em contato direto com eventos, através da mídia e os ambientes sociais e familiares. No entanto a maioria das pessoas tem em mente um conceito de evento bastante simplificado, e o vê simplesmente como sinônimo de festa e diversão, como uma atividade de entretenimento e lazer. Na realidade, podemos observar que dentro de um processo de realização e promoção de eventos pode existir muito mais que um simples momento de descontração e lazer. 
    
     Esta estratégia está sendo cada vez mais usada pelas empresas de consumo do país para se aproximar de seu público alvo a um custo menor quando comparado aos investimentos nos comerciais de televisão. Os eventos são complementos dentro da comunicação de uma empresa, é uma das únicas oportunidades de estar perto do público-alvo e ter resultados mais práticos em relação à publicidade. Dessa forma, um evento pode ser considerado um mix de ações promocionais, culturais e sociais, através das quais se atinge um determinado público, divulgando uma marca ou um produto, promovendo e potencializando suas vendas e, consequentemente, abrindo novos mercados.
 
     Um evento é uma seqüência de atividades, planejamento, programação e monitoramento voltados para um determinado público. Analisando o evento como um produto, podemos estabelecer critérios de planejamento para seu desenvolvimento, no qual devemos buscar respostas para perguntas específicas, tias como: Qual a característica marcante do evento? O evento tem potencial de mídia? Qual o público alvo? Qual o objetivo desse evento? Através das respostas a estas perguntas, podemos partir para um planejamento inicial de um evento.


*área de comunicação, marketing e eventos

Qual o papel de uma empresa de assessoria em eventos?

por Audrey Baldez*

      O que se espera de uma assessoria em eventos?

    Quando um cliente procura por assessoria para eventos muitas vezes pode imaginar que terá como opção contratar alguém para planejar e organizar um evento que, talvez, o cliente já tenha todo em mente. Mas o serviço de assessorar o cliente para chegar até a realização do evento é bem mais ampla.
    
    Geralmente o cliente que busca uma assessoria em evento não sabe tudo o que pode obter ou usufruir de um profissional que é preparado para pensar o evento. O cliente pode ser uma empresa que quer promover sua marca, seus produtos e/ou serviços, uma pessoa que queira se promover, um casamento que irá promover a felicidade da união de duas pessoas... Não importa qual seja a temática do evento ou o seu objetivo o que importa são as formas como serão colocadas, posicionada e executadas todas as possibilidades de estratégias que podem fazer parte de um determinado evento, de forma que o resultado esperado pelo cliente sejam alcançados. 


     Existe uma diversidade de tipos de eventos e de estratégias que podem ser utilizadas no mesmo evento e que devem ser pensadas atentamente uma a uma para que sejam usadas as que mais tiverem afinidades com a ocasião para melhor atender ao público-alvo e satisfazer a expectativa do cliente que contratou o serviço de assessoria.

    Portanto, assessorar eventos não é apenas planejar e organizar o evento, mas, antes disso, é pensar em quais ações terão o melhor efeito de forma que possam chegar ao ponto pretendido e sempre pensando em superar as expectativas, inclusive do próprio assessor do evento, pois a plena execução do eventos ou sucesso deste será a comprovação de que o trabalho foi executado com maestria.


    Quando se diz pensar o evento, quer dizer visualizar tudo o que pode ser feito tentando estar em contato com o que o cliente espera e mostrar a ele como e de que forma ele poderá alcançar o seu objetivo final através do evento e, sendo o assessor em eventos, um profissional experiente, preparado e focado para e assessorar eventos poderá ter uma visão que um outro empresário de outro setor ou área não terá e virá a ter esse auxilio, na realização do evento, com o assessor em eventos podendo, assim, ter uma visão mais ampla e diferenciada do que ele próprio estava imaginando, porém do prisma de um especialista em promover eventos.    
   
    Por isso, os serviços de um assessor em eventos começa na criação do evento, pensando e criando o evento como se o evento fosse para promover a ele próprio, e realmente o estará, pois o sucesso do evento assessorado por um profissional é sucesso para ele mesmo e sendo muito compensador para o cliente que o contrata, tendo como resultado um evento planejado, organizado e pensado para obter resultados que por serem buscados em um evento podem ser alcançados até mesmo no momento imediato ao evento. 


    Sendo assim, para poupar tempo, preocupação e inclusive dinheiro invista em um assessor de eventos, pois sendo alcançados os resultado provenientes do evento o retorno será imenso por serem imediatos e por serem resultados que continuarão vindo por muito tempo ainda depois do evento por ser lembrado pelos participantes e por ter uma grande repercussão, maior do que se forem utilizadas outras estratégias de marketing convencionais.


Audrey Baldez


*Graduada em Administração com Habilitação em Projetos e Empreendimentos Turísticos pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões - URI Campus de Santo Ângelo - RS e Diretora-proprietária da microempresa Audrey Baldez - Assessoria em Eventos.

Inovação não nasce pronta: Newton Pad e o Mouse

Por Paulo Ferreira*



Inovação não nasce pronta. Nem se pode esperar reconhecer o valor da ideia de imediato. Procurando inovação? Busque ideias estranhas, aquelas que não parecem realmente se encaixar, que tragam em si um mínimo de estranhamento.





O papel do estranhamento é fundamental: O pensamento altamente conformado e adaptado não cria nada radicalmente novo. Existe um papel para o estranhamento – ele nasce de uma ideia que é forte e segura na cabeça do autor, mas que aos demais parece ligeiramente fora de ordem. E nisso reside uma parte da dificuldade das empresas em embarcar na inovação.



As companhias procuram um vencedor óbvio – uma ideia que esteja pronta e redonda o suficiente para dar resultados imediatos. Ora, uma ideia assim quase nunca será inovadora de fato. 



Uma característica básica das ideias inovadoras é que elas se apresentam (pelo menos um pouco) à frente do seu tempo. Por isso ninguém pensou nelas ainda. E, também por isso, muitas vezes o ambiente não está totalmente pronto para recebê-las, sendo necessário, então, uma série de preparações e adaptações, muitas vezes requerendo que se amargue um erro para mais tarde chegar ao acerto.



Que as empresas não têm paciência de fazer, vítimas que são do imbecilizante olhar exclusivamente focado no resultado trimestral. Thequartercourse – A maldição do trimestre. E com isso jogam fora oportunidades de inovar.



O mouse, por exemplo, foi criado nos laboratórios experimentais da Xerox. Ficou lá, jogado num canto e relegado à pouca importância por muito tempo, até que Steve Jobs, numa visita ao laboratório, foi capaz de intuir um uso adequado para ele. O mouse, na visão da Xerox, era uma ideia insuficiente, que não resolvia e tinha sido abandonada. Uma empresa que mantinha todo um parque de laboratórios de inovação e pagava profissionais para isso não foi capaz de ver o potencial da invenção.



E quem se lembra do primeiro tablet colocado no mercado? Chamava-se Newton. E foi lançado pela… sim, pela Apple! E não funcionou, não vendeu nada e quase afundou a companhia. Mas foi o erro mais retumbante da Apple, que preparou terreno para seu grande acerto chamado… i-Pad. Anos depois. Vários anos depois. 



Como é que alguém faz isso, se tiver a totalidade da empresa focada no resultado do trimestre? A resposta é simples: não faz. Por isso tão poucas empresas fazem. Por isso apenas a Apple é a Apple. Porque tem um louco visionário que separa uma parte do seu pessoal e diz a eles: façam, criem e pesquisem. E garante que ninguém, nem mesmo o CEO, interfere no trabalho deles. 



Como? Pré-aprovando equipe e budget dedicado por uns cinco anos, sem permitir que qualquer pessoa, por CINCO ANOS, mexa na equipe ou no budget, não importa quais sejam os resultados.



Quantos mouses você acha que estão largados pelas empresas ao redor do mundo? Quantas empresas vão se permitir aprender com seus Newtons o suficiente para chegarem aos seus i-Pads?



* Paulo Ferreira é Diretor de Criação da Subway Link. Publicitário, escritor, roteirista, músico e compositor, fundador da consultoria Wasaby Innovation; é colaborador da HSM; Mundo do Marketing e Trendwatching; editor-contribuinte do All Music Guide.

sábado, 9 de abril de 2011

Realizar palestras ajuda a captar clientes por Ari Lima


Nota: 
Lima fala de eventos direcionados para o seu público alvo especificamente, mas a ideia adapta-se a todo e qualquer segmento ou área profissional empresarial, organizacional e/ou institucional.
Audrey Baldez

A chance de estar diante de clientes em potencial abre grandes oportunidades de negócios
A essência do posicionamento estratégico é escolher atividades diferentes daquelas dos concorrentes.” Michael Porter, considerado maior autoridade mundial em estratégias competitivas.
Um escritório de advocacia pode realizar diversas ações para conquistar cliente e promover sua marca, dentre elas, a realização de eventos. Estas iniciativas podem ser: reuniões com empresários e associados a entidades de classe, café da manhã com pessoas de negócios ou palestras informativas. Todas estas ações são importantes ferramentas de marketing jurídico e, além disto, a banca estará prestando relevantes serviços à sociedade. Apesar de ser uma ferramenta bastante eficaz e pouco onerosa, é rara a utilização deste expediente para captar clientes e promover a marca do escritório.
Imaginemos, por exemplo, a situação de uma banca de advocacia que esteja passando por uma fase de estagnação comercial: poucos clientes, poucos negócios, baixa lucratividade e nenhuma perspectiva de prosperidade imediata. Neste contexto, vamos supor que os sócios procurem uma associação comercial ou um sindicato e, conjuntamente, resolvam preparar uma palestra a ser apresentada aos membros desta organização sobre temas como: “Proteção patrimonial”, “Nova lei de falências”, “Como recuperar créditos fiscais pagos indevidamente”, ou outro assunto de interesse dos associados.
Ao ministrar esta palestra, os advogados estarão, de forma gratuita, prestando uma relevante contribuição àquela associação e a seus membros, mas também criando condições para disponibilizar seus serviços aos participantes do evento. Ao final da palestra os sócios poderão distribuir cartões de visita, folder, e apresentando os serviços do escritório aos participantes. O resultado, quase certo, é que após uma destas reuniões, várias oportunidades de negócios surgirão.
Existem diversos formatos de eventos, de acordo com os objetivos que se deseja alcançar, com o publico alvo e com a disponibilidade de recursos. Um planejamento bem feito será crucial para alcançar os objetivos propostos.
Passos essenciais para a realização de um evento de sucesso
· Escolha do público alvo – é necessário dirigir o evento ao foco de mercado do escritório. Por exemplo, uma banca especializada em direito tributário pode realizar uma palestra de “atualização tributária” dirigida a um grupo de escritórios de contabilidade, com o objetivo de desenvolver eventuais parcerias. Um escritório especializado em direito trabalhista, pode oferecer a palestra “Orientação para evitar problemas trabalhistas” a empresas de determinado setor econômico que tenham grande demanda nesta área.
· Defina um tema relevante a atrativo – a escolha do tema da palestra é fundamental para gerar interesse de participação. Por exemplo, se em um setor de atividade estiver ocorrendo grande numero de empresas com problemas financeiros ou falências, uma palestra sobre a “Nova lei das falências e recuperação de empresas” será de grande interesse.
· Busque parcerias para a realização do evento – muitos eventos podem ser realizados em parcerias com associações de bairros, associações comerciais, sindicatos, ONGs e outras instituições que podem contribuir com o fornecimento de espaço, com a estrutura e a divulgação.
· Defina um bom formato de evento – é possível realizar eventos em diversos formatos, dependendo dos objetivos e do público alvo. Por exemplo, pode-se promover uma rodada de negócios, um café da manhã executivo, uma mesa redonda para debater um tema, um treinamento de atualização, uma palestra informativa, um seminário, uma palestra “In Company”, ou outra modalidade de reunião. Este formato deve ser escolhido de acordo com os fatores acima mencionado, para que seu resultado seja mais satisfatório.
· Planeje o evento – Finalmente é preciso elaborar um plano completo prevendo todos os passos necessários ao sucesso do evento. Assim é necessário definir uma data estratégica, evitando dias e horários inadequados ou próximos a feriados, nomear responsáveis para cada uma das atividades, prever recursos e elaborar o cronograma de tarefas.
Preparação para o evento
Uma vez encaminhados os cinco passos anteriores, é necessária, agora, a preparação para o evento propriamente dito. É preciso definir quem será o palestrante ou palestrantes e preparar o material de apoio como slides, folhetos e fichas de avaliação. Uma boa preparação será fundamental para transformar o evento em oportunidade de negócios. Vamos analisar os principais pontos a serem observados:
· Apresentação de slides - o ideal é que a palestra ou reunião seja conduzida com o apoio de um equipamento multimídia, para apresentação de slides utilizando o “PowerPoint”. As lâminas devem conter apenas idéias chaves, tópicos e frases curtas, pois o seu objetivo é apenas destacar as idéias principais para a platéia e ajudar o palestrante na condução de seu raciocínio. É importante apresentar figuras, imagens e gráficos coloridos, para tornar a apresentação interessante e didática.
· Material a ser distribuído durante a palestra – não é aconselhável tentar vender qualquer produto ou serviço diretamente durante a apresentação da palestra. A captação de clientes e o surgimento de oportunidades deverá ocorrer através da distribuição de texto explicativo sobre as competências do escritório, de folder e de ficha de avaliação.
· Preparação do palestrante – Os profissionais que não possuam a experiência necessária para ministrar palestras ou conduzir reuniões, devem observar algumas dicas:
a. Comece ministrando palestra para grupos menores, para ir conquistando experiência e confiança com a prática.
b. Pratique a apresentação da palestra com outros membros do escritório ou com pessoas de confiança, para melhorar sua performance.
c. Procure conhecer bem o conteúdo que irá apresentar, pois este conhecimento passará segurança à platéia.
d. Apresente a palestra numa linguagem compatível com o nível cultural e intelectual do grupo que irá participar.
e. Evite formalismos e linguagem excessivamente técnica, pois a palestra deverá ser informativa, e o público presente, em geral, foi atraído por soluções e novidades sobre o tema.
Todas estas informações visam preparar o profissional para realizar um evento sobre temas relevantes para um publico alvo definido, de forma planejada. A palestra precisa ser interessante e levar uma mensagem que faça com que as pessoas percebam a vantagem de utilizar os serviços deste profissional para resolver seus eventuais problemas.
A observação criteriosa destas sugestões aumentará muito as chances de o evento se transformar, efetivamente, numa ótima oportunidade para captar clientes e promover a marca do escritório na sociedade.
Acreditamos que a realização de eventos, palestra, reuniões e outros encontros com seu público alvo, seja uma das mais eficazes ferramentas de marketing jurídico e podem gerar negócios em um prazo bem mais curto do que se possa imaginar.
Em nosso trabalho de consultoria, este é um dos pontos que trabalhamos com maior ênfase. Preparamos a banca para incorporar a realização de eventos, de forma sistemática e rotineira, às suas atividades para conquistar clientes, e os resultados alcançados têm sido bastante promissores.
Assim, sugerimos que está pratica seja estudada e implantada cada vez mais por escritórios de advocacia. Com isto, ganham os advogados, pois seu escritório irá prosperar mais rapidamente, e ganha a sociedade, uma vez que serão disponibilizadas novas ações de conscientização e informações para seus principais problemas.
Revista Jus Vigilantibus, Quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Pré-publicação na Revista Impacto

segunda-feira, 28 de março de 2011

ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS EMPRESARIAIS

    O empresário atual, voltado para seus públicos, procura estabelecer e manter clima de boa vontade entre as pessoas de seu interesse. Dentre os diversos meios que utiliza para isto, iremos abordar a organização de encontros sociais, formais ou não, visando à integração desses públicos com a empresa. Estas reuniões sociais, aqui denominadas de eventos, são acontecimentos que agrupam indivíduos, formal ou informalmente objetivando entre  outros fatos:




1 - comemorar datas importantes, tanto cívicas quanto de confraternização;
2 - integrar a empresa à comunidade;
3 - divulgar serviços ou produtos;
4 - fazer inaugurações de interesse público;
5 - lançar campanhas voltadas para a comunidade;
6 - recepcionar ou homenagear autoridades ou pessoas de destaque;
7 - prestigiar integrantes de seu público interno que tenham se destacado em alguma área;
8 - homenagear empregados que estejam se aposentando ou assumindo cargos relevantes;
9 - estabelecer clima de cordialidade e cooperação entre a empresa e os empregados, extensivo aos seus familiares;
10 - elevar a moral do publico interno;
11 - esclarecer ou corrigir informações erronias sobre as atividades e os objetivos da empresa.


    A importância desse encontros é reconhecida pelos executivos inteligentes, que os consideram não como gasto, mas como investimento importante para suas organizações e excelente instrumento de marketing, que envolve os indivíduos de modo positivo, aproximando-os entre si e com as empresas. Ao promover a participação dos públicos nas suas realizações, a organização cria de modo indireto, conceitos favoráveis e atrativos, atingindo o sentimento das pessoas, cativando-as e trazendo-as para o seu lado. 
Os fatos que pode gerar eventos são os mais diversos e cabe aos profissionais, em especial ao de Relações Públicas, utilizarem essas reuniões como instrumento para promover a instituição. 
Citaremos os mais comuns, o que significa que outros acontecimentos podem possibilitar a realização de eventos. 

Para público interno

1) dias de visita para as famílias dos empregados;
2) mostras e exposições de trabalhos artísticos feitos por empregados ou membros de suas famílias;
3) concursos;
4) competições esportivas;
5) lançamento de benefícios aos empregados ou à suas famílias, tais como bolsas de estudo ou cursos de aperfeiçoamento;
6) inauguração de clubes desportivos ou associações recreativa para empregados;
7) convenções internas;
8) datas especiais, tais como Dia das Mães, Dia dos Pais, Dias das Crianças, Natal, Ano Novo, Páscoa ou alguma outra data específica do calendário da empresa. 

Para público externo

1) visitação pública;
2) inauguração de interesse público;
3) comemoração de datas cívicas;
4) exposições (fixas e itinerantes);
5) concursos para o público externo;
6) organização e financiamentos de grupos artísticos e culturais;
7) adoção de praças e escolas;
8) patrocínio para clubes, hospitais e creches;
9) criação de movimentos ecológicos ou outros voltados para o bem da comunidade;
10) criação de cursos para alfabetização de adultos. 

    Ratificando o que já foi dito, estas indicações não esgotam possibilidades. Elas apenas buscam sugerir situações que podem ser exploradas em benefício de quem as promove, já que, quando bem planejados e executados, os eventos certamente propiciam bons dividendos. 


Fonte: Cerimonial para Executivos - Guia para execução e supervisão de eventos empresariais de Marina Martinez - Editora Sagra Luzzatto.

Secret@riando

Audrey Baldez


sexta-feira, 25 de março de 2011

Organização de eventos dentro da sua loja

     Por Helga Silva*


    Organizar eventos destina-se somente a grandes empresas? Ou será a organização de eventos no comércio uma estratégia fundamental para o seu sucesso, para criar lojas dinâmicas e para garantir que o consumidor continue a sentir-se atraído por este tipo de comércio? E como pode uma loja pode organizar eventos de sucesso?


    O mundo do marketing no comércio depara-se cada vez mais com desafios maiores, urgentes, resultantes das mudanças que se instalam a uma velocidade astronômica, que obriga todos os que se relacionam com esta área a adotar uma visão cada vez mais estratégica, mutante e pensada para o futuro. Pensar uma loja está longe de ser uma tarefa simples, pouco exigente e muito menos monótona. Ao contrário do que muitas vezes somos tentados a pensar, trabalhar o marketing de uma loja exige o mesmo olhar estratégico que trabalhar o marketing de uma grande empresa ou uma multinacional. Com a agravante em termos de exigência de ter que reduzir tudo à escala, pensar nas dimensões que aqui se impõem, com menos verba, menos meios, menos pessoas…onde a criatividade, a capacidade de ser multifacetado e a dinâmica de tomada de ações são fundamentais.

    A organização de eventos enquanto parte integrante da estratégia de marketing de qualquer grande empresa já é uma realidade. Muitas destas empresas perceberam que organizar eventos é tão importante como publicitar numa revista conceituada, ou ter os números e o budget** bem geridos. Assim como se investe em um gestor financeiro capacitado, em um expert em comunicação empresarial, também se investe já em especialistas em organização de eventos. Esta é portanto uma área que começa a estar nivelada com todas as outras, sendo os seus resultados visíveis e notórios, havendo já departamentos que trabalham unicamente nesta área durante todo o ano.


    No comércio, a organização de eventos é igualmente uma ferramenta que muitas lojas já começaram a aplicar, como forma de dinamizar o seu espaço, fidelizar clientes, atrair novos clientes e, claro, em última instância, aumentar as suas vendas. Mas como organizar eventos numa loja? Novamente aqui o jogo de cintura tem de ser maior, pois estamos a falar em orçamentos muitas vezes apertados, em que o lojista é o “polvo” do negócio que divide o seu tempo entre as várias funções que se exigem: é o gestor, o financeiro, o relações públicas, o profissional de Marketing… 



    A loja deverá começar por ter o seu plano anual de marketing, onde estabelece todas as ações que desenvolverá nas mais diversas área para que ganhe notoriedade, e acima de tudo, para que a sua marca seja reconhecida e procurada. Para facilitar a tomada de decisão na hora de escolher o tipo de evento que melhor se adapta à sua realidade, denominei-os e segmentei-os da seguinte forma: eventos sazonais, eventos promocionais, eventos íman e eventos espelho. 



    Os eventos sazonais são aqueles que celebram as datas socialmente estabelecidas como o natal, o carnaval, o dia da criança…são os eventos base, mas fundamentais que ajudam a loja a ser vista como parte integrante da sociedade onde se insere. Temos depois os eventos promocionais, dentro dos quais podemos considerar os promocionais da loja e os promocionais do produto. São os eventos que se destinam a promover ou a loja, como é o caso do lançamento do novo site, ou um determinado produto, organizando um pequeno convívio para lançamento de um novo creme facial. Atenção: todos os eventos são promocionais, pois todos eles se destinam sempre a promover a loja. No entanto, existem aqueles que se podem considerar exclusivamente promocionais. Quando a minha loja organiza um concurso aberto ao público em geral, estou não só a atingir os já clientes habituais, mas também a tentar angariar novos clientes através da oferta de uma oportunidade, estes são os eventos íman. 



   Como o nome indica, destinam-se a atrair todos, direcionados a um segmento particular e específico (direcionados) – só clientes mulheres, por exemplo – ou podem se direcionar a todos os clientes em geral (não direcionados), destinando-se prioritariamente aos não clientes, que têm por objetivo principal atraí-los e relacioná-los com a loja. Por fim temos os eventos espelho – são aqueles que se dedicam a apurar gostos e necessidades, realizar estudos de cliente ou mercado, pesquisar informação útil à loja. Imaginemos que um dos meus fornecedores me apresentou uma nova gama de produtos para eu comercializar na minha loja, mas que eu não tenho a certeza se o meu tipo de cliente irá interessar-se. 





    Decido então organizar um pequeno cocktail dentro da minha loja, expondo esta nova gama de produtos à consignação, e convido os meus principais clientes, aqueles que considero serem os pontos de referência em termos de reflexo de opinião. Este evento destina-se a apurar reações relativas aos novos produtos para me ajudar a decidir se os adquiro ou não. Este é um evento espelho. Neste tipo de evento é fundamental existir alguém, de preferência da própria loja, incumbido de observar atentamente e anotar as reações de forma a tirar conclusões certeiras no pós evento. Tal como em tudo o que se refere ao marketing, seja de que área for, o importante é garantir que o nosso evento oferece algo compensador, acrescenta valor à vida das pessoas, quer seja por lhes oferecer um momento de descontração e socialização, quer seja por fazê-las sentirem-se parte integrante da loja e importantes para a sua existência.



    Já são várias as lojas que apostam neste segmento – lojas de utensílios para lar que organizam festas dedicadas a noivas e noivos, lojas de produtos gourmet que organizam cursos de culinária, lojas de brinquedos que convidam as escolas no dia da criança para uma tarde divertida. Esta é uma área em ascensão e aquelas lojas que apostarem nela se destacarão das restantes, aumentando a sua competitividade e a sua atratividade. A cultura de organização de eventos deve ser encarada como fator fundamental para a personalidade de qualquer loja, ajudando a proporcionar momentos, emoções e sensações no consumidor, nunca esquecendo que a loja é, não o que vende, mas o que oferece aos seus clientes. Os consumidores não têm dúvidas: quanto mais a loja nos faz sentir especiais, maior é o nosso desejo em frequentá-la.



* Helga Silva é Pós-graduada em Protocolo, Assessoria de Imprensa / Comunicação. É Consultora Formadora do Projeto Mais Comércio – projeto de apoio ao comércio tradicional desenvolvido pela empresa RH mais em parceria com a ACIF (Associação Comercial e Industrial do Funchal).

**Traduzido para o português quer dizer orçamento, mas pe também uma expressão condizente com "um orçamento (de bougette francês antigo, bolsa) é uma lista de todas as despesas e receitas previstas. É um plano de poupança e de gastos. [1] Um orçamento é um conceito importante n amicroeconomia, que usa uma linha orçamental para ilustrar os trade-offs entre dois ou mais bens. Em outros termos, um orçamento é um plano organizacional expressos em termosmonetáriosEm resumo, o objetivo do orçamento é o seguinte: 1. Fornecer uma previsão de receitas e despesas ou seja, construir um modelo de como o nosso negócio pode realizar financeiramente falando, se determinadas estratégias, planos eeventos são realizados; 2. Permitir a operação financeira real da empresa a ser medidos em relação à previsão.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Audrey Baldez | Planejamento e Organização de Eventos Corporativos

Audrey Baldez – Assessoria em Eventos é um empreendimento individual que presta os serviços de Planejamento e Organização de Eventos Corporativos.


A idea de criar essa empresa veio da constatação de um mercado propício na Região Noroeste do Rio Grande do Sul após um ano de estudo focados na viabilidade econômico-financeira e mercadológica da mesma.


A direção do negócio para a organização de Eventos Corporativos vem da, também constatada, realidade de que evento é a melhor, mais dinâmica e versátil estratégia de marketing da atualidade por diversos motivos e um deles é o fato de ser possível agregar a um evento todas as estratégias de marketing, que convencionalmente, são utilizadas separadamente e que sendo utilizadas em um evento podem gerar resultados mais consistentes e imediatos. O Evento Corporativo é o gerador de oportunidades e também representa um momento de consolidação dos esforços de uma empresa ao logo de sua caminhada. Dessa forma é que Audrey Baldez | Assessoria em Eventos vem tomar parte na construção dos eventos que irão impulsionar acontecimentos – ações - que poderão ser reagentes – causadores de reações - determinantes na expansão de produtos e serviços e/ou da própria imagem das empresas de seus clientes, assessorando-os desde a idealização até a verificação dos resultados alcançados pelo evento, seja ele de pequeno ou grande porte.


Assim, entre em contato e saiba as vantagens da realização de um evento na sua empresa organizado por um profissional preparado.

audreybaldez@globomail.com
@AudreyBaldezAE 
www.facebook.com/AudreyBaldezAE
55(55)9975-4043

"Los eventos son complementarios en la comunicación de una empresa, es una de las únicas oportunidades de estar cerca del público objetivo y tener resultados más prácticos en relación a la publicidad" (CATA)


Audrey Baldez... essa sou eu.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Eventos corporativos passam por transformação

Pesquisa mostra evolução do segmento em apenas dois anos

Por Bruno Mello, do Mundo do Marketing | 18/05/2010
bruno@mundodomarketing.com.br

    As festas de arromba ficaram para trás. A moda agora é festa no apê, festa no gueto, misturando o mundo inteiro. De Erasmo Carlos a Latino e Ivete Sangalo, muita coisa mudou na MPB, assim como no mercado de eventos corporativos. As festas deram lugar a eventos que são o chamariz para ações de relacionamento, venda e geração de mídia. Com importância no mix de Marketing crescendo, agora há mais planejamento e cobrança por resultado em meio a milhares de ações que buscam conquistar o consumidor.

    Estima-se que as mil maiores empresas do Brasil realizem, cada uma, 270 eventos por ano em média, o que daria uma conta de 270 mil eventos realizados no país. Os principais estão voltados para o relacionamento externo (53%). Outra parte tem foco no público interno (26%) e é destinada à divulgação de metas e estratégias da empresa (18%), aponta pesquisa da Fanceschini Análise de Mercado encomendada pelo MPI – Meeting Professionals International. São festas fechadas, congressos, stand em feiras, treinamentos, convenções, viagens de incentivo, confraternização de final de ano, patrocínio de eventos culturais, esportivos e shows e coletiva de imprensa. O estudo obtido pelo Mundo do Marketing mostra uma grande evolução nos três últimos anos.

    A maioria das empresas passou a ter um calendário (71%) e mais tempo para planejar o seu principal evento, passando de três para quatro meses. “O fato de ter um calendário indica maior planejamento e cuidado com os eventos”, afirma Adélia Fanceschini, coordenadora da pesquisa. “Houve um crescimento e uma organização da estrutura de gestão de eventos nas maiores empresas”, completa Elizabeth Wada, Diretora do MPI no Brasil. “Ainda tem um longo caminho a ser percorrido, mas sem dúvida houve uma grande evolução. As empresas perceberam que, além da publicidade, os eventos também são responsáveis por fortalecer a marca e fidelizar clientes”, ressalta Ricardo Buckup, Vice-Presidente de Desenvolvimento Setorial e Eventos da Associação de Marketing Promocional.

     Evento agora é estratégico
   
    Até pouco tempo atrás, evento era sinônimo de festa e comemoração. Agora, é elemento importante de comunicação e alavanca negócios. “Não é relacionamento pelo relacionamento. É um relacionamento focado em negócios. Sendo interno ou externo, um evento hoje tem objetivo”, constata Beth Wada. “O evento é uma parte importante do composto de Marketing para garantir que as nossas marcas tenham um resultado excelente junto ao consumidor”, atesta Thiago Ely, Gerente de Eventos da Ambev, em entrevista ao Mundo do Marketing.

    Com isso, as convenções de vendas e os lançamentos de produto viraram mega eventos. “Uma convenção era algo muito básico. Nos últimos anos, elas passaram a ser grandes momentos, com temática e show. Saíram das salas de hotéis e foram para lugares diferenciados”, conta Andrea Galasso, Sócia-diretora do Banco de Eventos. “No passado, o evento era comemoração pura e simplesmente. Depois passou por uma fase mais profissional, para fazer relacionamento com o trade. Agora, o que se vê são eventos de experiência com a marca. A tendência é fazer do evento uma ação de mídia”, completa Adélia (foto), sócia da Fanceschini.

    O lançamento do novo Gol, produzido pelo Banco de Eventos, reuniu 10 mil pessoas ao mesmo tempo, entre imprensa, distribuidores, funcionários, políticos e fornecedores. “Foi um grande show que mostrou a história do automóvel”, lembra Andrea. Muito mais frequentes entre as montadoras e a indústria farmacêutica, hoje, o modelo já é visto no setor alimentício, de bebidas, de telecom e de serviços. Grande parte são convenções de vendas, treinamento de equipe, motivacional e de lançamento de produtos. Mastercard, Redecard, Duracell, Always, Oral B, Pringles e Vivo têm demandado cada vez mais por estes serviços à agência Mix Brand Experience.

    Evento estruturado
   
    As empresas se especializaram nesta atividade. A estrutura da gestão de eventos está cada vez mais robusta, com 35% delas contando com mais de quatro funcionários. A Ambev exemplifica bem esta mudança. Há dois anos, a companhia criou a diretoria de eventos que conta hoje com quatro pessoas dividas por plataformas: Skol, Brahma e Antarctica, uma de futebol e outra de eventos proprietários, mais oito coordenadores regionais. Outro exemplo: Célio Ashcar, sócio-diretor da Mix Brand Experience, foi, em 2000, Gerente de Eventos da TV Globo. “Era uma coisa muito rara naquela época”, pondera o executivo.

    Antes, a estrutura de eventos da Ambev estava distribuída entre as marcas. Agora, o mercado exige um nível de especialização maior. “Isso traz um melhor planejamento. Você consegue ter tempo para poder montar o melhor para experiência da marca e para poder negociar com os produtores. A estrutura centralizada e especializada fez com que conseguíssemos melhorar muito o custo-benefício. O planejamento de eventos proprietários começa com seis meses de antecedência e envolve a equipe de eventos, da marca, de compras e da agência”, explica Ely, da Ambev.

     Os números mostram a relevância do segmento. Estima-se que as mil maiores empresas gastem juntas R$ 1 bilhão por ano na realização de seus eventos. O valor de investimento médio é de R$ 970 mil, com 22% dos principais eventos contando com verbas acima de R$ 1 milhão. Não é difícil chegar nesta conta ao sabermos que só a Ambev realiza e participa de cerca de três mil eventos por ano. Eles estão divididos em plataforma: Samba, com a marca Antarctica Pilsen; Surf, universidades, Skol Folia e eletrônica, com a Skol; Country, com a Brahma; e o futebol que abrange várias marcas do grupo. São eventos que passaram a ser uma experiência da marca com seus consumidores.

    Evento como mídia
   
    Só o Skol Folia, a plataforma voltada para eventos de axé, estima atingir 30 milhões de pessoas por ano. Os eventos com foco em mídia cresceram significativamente entre 2007 e 2009, segundo a pesquisa da Fanceschini. O que as marcas querem é extrapolar as fronteiras do evento. “A mídia não chega a 100% da população. Por isso é importante as marcas estarem presente nos eventos. Temos que fazer eventos de experiência de marca para atingir o nosso consumidor e queremos usar cada vez mais os eventos para se aproximar deles”, ressalta Ely.

    Um exemplo de como este modelo ganhou importância nas empresas é o envolvimento da área de compras.  “A partir do momento em que os orçamentos começaram a crescer, o departamento de compras entrou na negociação. É claro que isso ainda está no começo e todo mundo aprendendo, mas é um desafio grande porque a remuneração das agências tem sido cada vez mais exprimida”, aponta Buckup, da Ampro e sócio-diretor da B2. Outra questão controversa é com relação ao planejamento. “Um dia, um cliente ligou no sábado pedindo uma coletiva de imprensa para terça-feira. Fizemos visita técnica no domingo e segunda-feira foi o tempo que tivemos para produzir”, conta Andrea, do Banco de Eventos.

    Rapidez, corte de custos e retorno sobre o investimento (Roi) fazem parte do novo momento do mercado de eventos corporativos. A tendência é que o tempo de planejamento seja curto. Antes havia uma programação para um grande evento com até dois anos de antecedência, o que não existe mais. Em um setor como o farmacêutico, quando um produto é aprovado, a empresa tem uma semana para fazer um evento. A experiência com a crise também mostrou aos profissionais que eles precisam ter um pouco mais de instrumento para demonstrar como o evento dá resultado. “Cada vez mais, os eventos estão sendo cobrados por resultado. Tem que mostrar o impacto dele na hora, de vendas, de experimentação e de geração de leads”, garante Ashcar, da Mix.

Thiago Ely    Evento com Retorno sobre o Investimento
   
    Ainda assim, trabalha-se mais na mensuração dos eventos que são estratégicos e já existe uma metodologia específica para isso. “Não é um investimento só financeiro. É um retorno comparado aos objetivos e às ações versus os resultados que a empresa espera alcançar com os eventos”, explica Beth Wada, do MPI no Brasil. A metodologia prevê cinco passos que parecem simples para falar, mas difíceis de executar. A mais frequente mede a reação das pessoas com relação à satisfação do evento. “Todo mundo tem um questionário sobre isso. Esse é o básico do básico”, adiciona Beth. O segundo passo é mensurar o aprendizado. Avaliar o quanto as pessoas aprenderam do que foi transmitido. A terceira avaliação é quanto foi aplicado do que foi apreendido. O quarto critério é o impacto no negócio. É como uma montadora que lançou um automóvel e mede as vendas de veículos, seguido do retorno financeiro de acordo com os objetivos traçados.

    “Não posso ter um investimento se não garantir um resultado”, atesta Thiago Ely (foto), da Ambev, que já inclui o quinto estágio em sua mensuração, mas reconhece que ainda precisa evoluir. “O grande desafio é continuar tendo relevância, porque ainda há dicotomia do custo do evento em relação ao resultado que ele gera. Nem sempre mostrar o beneficio é uma coisa fácil. Sabemos quanto é o investimento, mas mostrar o beneficio é o desafio e ainda não vi nenhuma empresa conseguir isso, mas estamos dando os primeiros passos”, reconhece.

    Outra questão que precisa avançar é a da sustentabilidade. Em 2007, o tema não era nem citado entre as empresas. Hoje, até pela questão de custo, as companhias estão diminuindo o deslocamento e o tempo de duração dos eventos para gerar menos impacto no ambiente. “Há eventos que engajam as pessoas a descartarem na saída o material entregue que não será utilizado, como a própria pasta ou a sacola e o crachá que são encaminhados para reciclagem. Vai além do bloco reciclado”, comenta Beth. E assim o oba oba das festas ficou para trás.